25/03/2026 - Polícia procura motorista que atropelou estudante em São Gonçalo; jovem teve morte cerebral
A polícia procura o motorista que atropelou o estudante Matheus Ferreira de Oliveira Silva, de 19 anos, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Após cinco dias internado, o jovem teve morte cerebral confirmada.
O atropelamento aconteceu na noite da última quinta-feira (19), na Rodovia Amaral Peixoto, na altura de Várzea das Moças. Segundo a família, Matheus havia saído para comprar um lanche e foi atingido ao atravessar a via.
Um vizinho avisou aos parentes que o jovem estava caído no acostamento, ainda com a sacola na mão. O motorista fugiu sem prestar socorro.
Abalado, o pai, Ivan de Sant’ana Silva Junior, descreveu a dor da perda. “Me senti impotente... é um pesadelo terrível”, disse.
Matheus foi socorrido por bombeiros e levado para o Hospital Estadual Alberto Torres. Depois, foi transferido para o Hospital Azevedo Lima, onde permaneceu internado até a confirmação da morte cerebral.
A família autorizou a doação dos órgãos.
Dificuldade para registrar ocorrência
No dia seguinte ao acidente, o pai procurou a Delegacia de Rio do Ouro, responsável pela área, para registrar o caso, mas afirma que não conseguiu.
Segundo Ivan, um escrivão teria informado que, sem imagens de câmeras ou testemunhas, não valeria a pena fazer o registro. Ele diz ainda que recebeu o contato de uma advogada, que cobrou pelo serviço.
Por conta própria, o pai percorreu a região em busca de câmeras de segurança, mas nenhuma estava funcionando.
O registro acabou sendo feito posteriormente na Delegacia de Icaraí, em Niterói.
“Da primeira vez não consegui. Na outra, fizeram o boletim na hora”, contou.
Investigação
Em nota, a Delegacia de Rio do Ouro informou que, quando foi procurada, o pai não tinha informações básicas, como o local exato do atropelamento. Disse ainda que ele afirmou ter imagens e saiu para buscá-las, mas não retornou, optando por registrar o caso em outra unidade.
A polícia afirmou que o caso está sendo investigado. Até agora, a única informação sobre o veículo é que seria um carro de cor prata.
Familiares e amigos cobram a identificação do motorista. A madrasta de Matheus, Tatiana Teixeira dos Santos Silva, que o criou desde a infância, disse que ainda não consegue assimilar a perda.
“A Justiça tem que ser feita”, afirmou. O caso reforça a preocupação com a segurança na Rodovia Amaral Peixoto, apontada por moradores como mal iluminada e com sinalização precária.
A Delegacia de Rio do Ouro informou que, quando foi procurada, o pai de Matheus não apresentou informações básicas para o início da investigação, como o local exato do atropelamento.
Segundo a unidade, o pai afirmou que possuía imagens do acidente e deixou a delegacia para buscá-las, mas não retornou, optando por registrar a ocorrência em outra unidade.
A delegacia destacou ainda que o caso está sendo investigado.
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